Sangue, sangue.
Como sinto sua agonia por estar preso em minhas veias, agonia essa que parece passar p/ mim de forma tal que me falta o ar.
De onde vem esse ódio todo? Por quê me odeias tanto se tantas vezes tentei livrá-lo dessa cláusura.
Sangue, sangue.
Por quê pulsas tão forte e aceleradamente?
Sabe sangue, um dia eu não irei mais suportar e se meu coração não simplesmente cansar dar-te-ei toda a liberdade de que precisas.
Sangue, Oh sangue.
Onde estás? Os cortes em minhas veias já não acusam mais tua presença.
Será que cansaste de fugir?
Sangue, meu sangue.
Agora estás livre p/ fluir p/ onde quiseres, meu corpo não te pertence mais.
Passos, posso escutar passos.
Alguém se aproxima, vá corra o mais rápido que puder antes que o capturem novamente.
Já fiz tudo o que pude p/ te libertar, agora é só com você.
Meu corpo não te pertence mais, você não pertence ao meu corpo.
Sangue, meu Sangue.
Não me abandone volte p/ mim ouça meu grito de desespero a clamar por ajuda.
Pessoas mudam de idéia, mesmo que seja tarde demais.
Às vezes elas só precisam de atenção, você precisa de minha atenção?
Cortes mais profundos virão p/ que possas respirar.Algumas vezes serão visíveis, as vezes só você poderá vê-los.
Sangue, este não é o meu sangue.
Será este o início de uma relação melhor, ou será que está apenas piorando?
Vitor Adrien
sábado, setembro 25, 2004
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