quinta-feira, janeiro 18, 2007

Aperta-me a alma.

Nesse momento tudo que queria era poder tocar seus lábios delicadamente. Sentir o calor de sua boca percorrer meu corpo a distância de forma provocativa. Só que não sei quem você é, o que faz, nem mesmo onde te procurar.
Cogito se também me deseja, se sabe como sou e me quer da mesma forma.


Oh, desconhecido!
Como pode me atormentar dessa forma?

Se existe gostaria de saber se está a minha procura. Se anseia por meus braços em uma madrugada vazia. Gostaria de saber se você está dormindo, se está sonhando com meu espectro sem face, meu espírito perturbado sem corpo.

Dê um sinal. Mostre seu toque, nem que seja em pensamento. Mostre que você existe, que vale a pena esperar. Pois não sei mais.

Não sei se meu pobre coração aguenta esperar por um tempo que é indefinido.

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